Portainer, Dockge, Komodo ou Dockyard: qual painel Docker cabe na sua frota
Painel para Docker não falta. Falta um que mostre todos os servidores sem abrir porta, separe quem pode o quê e não vire assinatura. Comparamos as opções e mostramos onde o Dockyard entra.
São 3h da manhã, o monitor avisa que a API caiu e você tem sete servidores. A primeira pergunta não é "por que caiu". É "onde". Se a resposta passa por abrir SSH em um host depois do outro, o problema não é o Docker. É a falta de um lugar que mostre a frota inteira.
Painel para Docker não falta. Cada um nasceu para resolver um pedaço do problema. Este texto compara os mais usados, diz onde cada um brilha e onde aperta, e explica por que a DevBras construiu o Dockyard.
O que pesa na escolha
- Vários hosts. Enxergar todos os servidores numa tela, não um painel por máquina.
- Como o servidor se conecta. Se o painel precisa alcançar o host, com IP cadastrado e porta aberta, ou se o host liga para o painel.
- Papéis de acesso. Separar quem administra, quem implanta e quem só acompanha.
- Stacks Compose. Guardar o YAML e subir no host escolhido.
- Custo. Para começar e, principalmente, para crescer.
As opções do mercado
Portainer
É o nome que todo mundo conhece, e com razão. Maduro, bem documentado, gerencia vários ambientes e fala Docker, Swarm e Kubernetes. A edição Community é gratuita e open source. O ponto de atenção é o que fica de fora dela: o controle de acesso por papéis e vários recursos pensados para times estão na Business Edition, cobrada por nó depois de uma faixa gratuita pequena.
Bom para: quem quer o padrão do mercado e aceita pagar quando o time cresce.
Dockge
Do mesmo autor do Uptime Kuma. Interface bonita e focada em uma coisa só: arquivos Compose. Você edita o YAML, sobe e acompanha o log. Versões recentes conectam outros servidores como agentes, mas o painel principal precisa alcançar cada um deles. Tem um único usuário, sem papéis, e não pretende ser um painel completo de imagens, redes e registries.
Bom para: quem vive de Compose e quer simplicidade acima de tudo.
Komodo
Open source, mais novo e ambicioso: vários servidores, builds, deploys, stacks e automações. É poderoso, e cobra isso em peças para montar: um Core, um agente em cada servidor e um banco de dados à parte.
Bom para: quem quer build e deploy a partir do Git num lugar só e tem tempo para configurar.
Lazydocker
Uma interface no terminal, rápida e excelente para quem já está dentro do servidor. Mas funciona host por host: não é painel web nem visão da frota.
Docker Desktop
Feito para desenvolver na própria máquina. Não opera servidores, e o uso comercial em empresas maiores exige assinatura.
Yacht e Rancher
O Yacht aposta em templates para subir aplicações em poucos cliques, com escopo curto e desenvolvimento mais lento. O Rancher é referência em Kubernetes. Se você roda Docker com Compose e não pretende migrar, é estrutura demais para o problema.

Onde o Dockyard entra
O Dockyard é o painel Docker da DevBras para quem opera vários servidores sem Kubernetes. Cinco coisas o diferenciam.
1. O servidor liga para o painel
Nos hosts remotos roda um agent que abre a conexão de dentro para fora. Você não cadastra IP nem abre porta de entrada no servidor. No painel, dá um nome ao endpoint, copia o comando docker run que já vem preenchido com o token, roda no host e ele aparece. Funciona até atrás de proxy corporativo que inspeciona TLS.
2. A frota inteira numa tela
O dashboard mostra todos os endpoints com CPU, memória, disco e quantos containers estão rodando ou parados. O host com problema aparece na hora. Um clique e você está nele: containers, imagens, volumes, redes, logs, estatísticas e terminal no navegador.
3. Papéis de acesso sem pagar por eles
Três papéis, prontos: admin cuida de endpoints, registries e acessos; operator sobe, para e implanta stacks; viewer só acompanha. O estagiário vê a produção e não derruba nada. Se a empresa já tem um provedor de identidade, como o Keycloak, o login entra por OIDC.
4. Stacks Compose no host que você escolher
O YAML fica guardado no painel e sobe no endpoint selecionado, local ou remoto. As variáveis viram um .env temporário, os registries privados ficam com a senha cifrada e o Dockyard faz o login antes do deploy. Derrubar uma stack não apaga os volumes.
5. Atualiza e volta sozinho
As atualizações saem pelo próprio painel. Antes de trocar a versão, o Dockyard grava um backup do banco. Se a nova versão não ficar estável, a anterior volta. Os agents atualizam um por um, e a versão antiga só é removida depois que a nova se mantém em pé.
O painel em si sobe com dois containers e um volume. Sem banco externo para administrar.
Onde o Dockyard ainda não chega
Comparativo honesto mostra os limites também:
- As stacks usam imagens prontas. Build local, arquivos extras e deploy a partir do Git ainda não entram.
- O foco é Docker e Compose. Kubernetes está fora do escopo.
- As imagens são privadas e não há cadastro aberto: o acesso é liberado pela DevBras.
Se você precisa de build a partir do Git, o Komodo ou um pipeline de CI fazem mais sentido hoje. Se o seu problema é enxergar e operar a frota com segurança, o Dockyard resolve com menos peças.
Resumo rápido
- Um servidor e só Compose: Dockge.
- Padrão de mercado, time grande e orçamento: Portainer Business.
- Build e deploy a partir do Git: Komodo.
- Dentro do terminal de um host: Lazydocker.
- Vários servidores, sem abrir porta, com papéis e sem assinatura: Dockyard.
Como testar o Dockyard
O container é gratuito. Escreva para suporte@devbras.com com o assunto "Quero o container gratuito do Dockyard" e conte se é um servidor ou vários, teste ou produção. A DevBras libera o acesso e o primeiro login cria o administrador. Mais detalhes em devbras.com/dockyard.
Na última vez que um container caiu, quantas abas de SSH você abriu até achar?