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Post novo não aparece no Google? Diagnóstico pelo Search Console em 6 passos

Use a inspeção de URL, o relatório de páginas, o sitemap e três comandos curl para descobrir se o post novo foi achado, indexado ou só ignorado.

O post sobre backup de PostgreSQL em Docker foi publicado há oito dias. Você busca o título exato no Google e nada. A primeira reação é achar que falta "SEO avançado": mais palavras-chave, mais texto, um plugin novo. Quase sempre o problema é mais simples e está à vista. A resposta curta: cole a URL na ferramenta de inspeção do Search Console. Ela diz se o Google conhece a página, se conseguiu rastrear, se decidiu indexar e, se não, por quê. A maior parte dos casos é URL fora do sitemap, redirecionamento, noindex esquecido ou canonical apontando para outra página.

Este guia é um roteiro de diagnóstico para uma página específica. Se você quer entender o que os números do Search Console significam de forma geral, o guia Search Console não é ranking cobre isso. Aqui, o exemplo é o blog exemplo.com.br e o post /blog/backup-postgres-docker.

Por que publicar não é o mesmo que aparecer

Entre publicar e aparecer na busca existem três etapas. Primeiro, a descoberta: o Google precisa saber que a URL existe, por link de outra página ou pelo sitemap. Depois, o rastreamento: o robô visita a URL e recebe a resposta. Por fim, a indexação: o Google decide se a página merece entrar no índice, o que depende de qualidade, duplicação e das instruções que você deu.

Uma página pode travar em qualquer etapa. E não há garantia de indexação: mesmo uma página tecnicamente perfeita pode ficar de fora se o Google considerar que ela não acrescenta nada ao que já existe. O Search Console é o lugar onde o Google conta em qual etapa a sua página está.

Diagnóstico passo a passo

  1. Confirme a propriedade certa. Uma propriedade de domínio cobre www, sem www, http e https juntos. Uma propriedade de prefixo de URL cobre só aquele prefixo exato. Se você cadastrou http://exemplo.com.br e o site responde em https://www.exemplo.com.br, está olhando o lugar errado. O guia sobre propriedades do Search Console detalha isso.
  2. Inspecione a URL. Cole o endereço completo na barra de inspeção no topo do painel. O resultado diz se a URL está no Google e, se não estiver, mostra um status.
  3. Rode o teste ao vivo. O botão de testar a URL publicada busca a página agora, não na última visita do robô. Útil depois que você corrigiu algo.
  4. Confira a resposta do servidor com os comandos da próxima seção.
  5. Confira o sitemap. No relatório de sitemaps, veja se o arquivo foi lido sem erro e se a URL nova está nele.
  6. Solicite a indexação só depois de corrigir. O botão de solicitar indexação pede um novo rastreamento; ele não força a entrada no índice, e repetir o pedido não acelera nada.

Os status que mais aparecem e o que fazer

  • "Descoberta, mas não indexada atualmente": o Google sabe que a URL existe, mas ainda não a rastreou. Em site novo ou pequeno, costuma ser questão de tempo. Links internos de páginas já indexadas ajudam.
  • "Rastreada, mas não indexada atualmente": o robô visitou e decidiu não indexar por enquanto. Normalmente é sinal sobre o conteúdo: página fina, muito parecida com outra, ou sem valor claro.
  • "Excluída pela tag noindex": a página pede para não ser indexada. Quase sempre é configuração esquecida de ambiente de testes ou de plugin.
  • "Página alternativa com tag canônica adequada" ou status de duplicata: o Google escolheu outra URL como principal. Veja qual e se faz sentido, com ajuda do guia de canonical da página certa.
  • Erro 404 ou redirecionamento: a URL inspecionada não entrega a página. Confira o endereço que o sitemap e os links usam.

Três checagens com curl antes de culpar o Google

O Search Console mostra a visão do Google, mas você pode confirmar boa parte do terminal, em segundos. Primeiro, o status HTTP e a cadeia de redirecionamentos:

curl -sIL https://exemplo.com.br/blog/backup-postgres-docker | grep -i -E "^HTTP|^location"

A saída ideal é uma única linha com 200. No caso do exemplo, ela veio assim:

HTTP/2 301
location: https://www.exemplo.com.br/blog/backup-postgres-docker
HTTP/2 301
location: https://www.exemplo.com.br/blog/backup-postgres-docker/
HTTP/2 200

Dois redirecionamentos: um para o www e outro para a barra final. Não impede a indexação, mas significa que o sitemap e os links internos apontam para uma URL que não é a final. O certo é que todos usem a versão que responde 200 direto.

Segundo, procure instruções de indexação no HTML e no cabeçalho:

curl -s https://www.exemplo.com.br/blog/backup-postgres-docker/ | grep -i -E 'name="robots"|rel="canonical"'
curl -sI https://www.exemplo.com.br/blog/backup-postgres-docker/ | grep -i "x-robots-tag"

Se aparecer noindex em qualquer um dos dois, achou. Se o canonical apontar para outra URL, o Google tende a seguir essa indicação.

Terceiro, confira se o sitemap lista a URL final e se o robots.txt não bloqueia o caminho:

curl -s https://www.exemplo.com.br/sitemap.xml | grep -c "backup-postgres-docker"
curl -s https://www.exemplo.com.br/robots.txt

O primeiro comando devolve quantas linhas citam o post. Zero significa que o sitemap não foi atualizado. O guia de sitemap só do que existe mostra como manter esse arquivo limpo.

Depois de indexada: a página aparece para quê?

Indexação resolvida, abra o relatório de desempenho e filtre pela página. A aba de consultas mostra para quais buscas ela teve impressões. Às vezes a surpresa é essa: o post de backup aparece para "docker volume postgres", não para o título que você escolheu. Isso diz como o Google entendeu a página.

Impressão alta com clique baixo pede título e descrição mais honestos e mais parecidos com a consulta, não mais texto escondido no rodapé. Posição média ruim para a consulta que você queria pede conteúdo que responda melhor aquela pergunta.

Erros comuns

  • Olhar a propriedade errada. Os dados de http:// ficam vazios enquanto o site inteiro está em https://www.
  • Clicar em solicitar indexação todo dia. Não acelera nada e não resolve o problema real, que continua lá.
  • Esquecer o noindex do ambiente de testes. O site inteiro fica fora da busca e ninguém percebe por semanas.
  • Sitemap com URL que redireciona. O Google recebe sinais contraditórios sobre qual é o endereço oficial.
  • Bloquear no robots.txt e pôr noindex na página. Se o robô não pode rastrear, ele nem lê o noindex.
  • Tratar "rastreada, mas não indexada" como bug. Muitas vezes é avaliação de conteúdo; a saída é melhorar a página, não insistir no botão.

Checklist

  • A propriedade no Search Console cobre o endereço real do site.
  • A URL do post responde 200 direto, sem redirecionamento.
  • Não há noindex no HTML nem no cabeçalho X-Robots-Tag.
  • O canonical aponta para a própria URL.
  • O sitemap enviado lista a URL final e foi lido sem erro.
  • O robots.txt não bloqueia o caminho do blog.
  • Pelo menos uma página já indexada linka o post novo.

Pegue o último post que você publicou e rode o primeiro comando curl: ele responde 200 na primeira tentativa, na mesma URL que está no seu sitemap?

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Referência: https://search.google.com/search-console