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Search Console por propriedade: domínio, prefixo de URL e o dado que não é seu

Entenda a diferença entre propriedade de domínio e de prefixo de URL, verifique por DNS, isole cada subdomínio no relatório e revise quem tem acesso antes de tirar conclusões.

O analista abre o Search Console, vê 48 mil impressões no mês e comemora o crescimento do blog. Só que a propriedade aberta era a do domínio inteiro, que soma o blog, a loja e a central de ajuda. O blog, sozinho, tinha caído. Cada propriedade do Search Console é um recorte. Antes de ler qualquer número, confirme que o recorte aberto é exatamente o host e o caminho que você está editando.

A resposta curta: uma propriedade de domínio reúne todos os subdomínios e os dois protocolos; uma propriedade de prefixo de URL mostra só os endereços que começam com aquele prefixo exato. Use a de domínio como visão geral, filtre por URL quando quiser um subdomínio, e crie propriedades de prefixo quando precisar dar acesso ou analisar uma parte isolada.

Os dois tipos de propriedade e o que cada um cobre

Vamos usar uma empresa fictícia, a Grão Torrado, com três endereços: graotorrado.com.br (o site institucional), loja.graotorrado.com.br e blog.graotorrado.com.br.

Propriedade de domínio

Uma propriedade de domínio para graotorrado.com.br cobre tudo: com e sem www, http e https, loja, blog e qualquer outro subdomínio. Ela só pode ser verificada por DNS, com um registro que você adiciona no provedor do domínio. É a visão mais completa, e também a que mais engana quando você quer saber de uma parte só.

Propriedade de prefixo de URL

Uma propriedade de prefixo para https://blog.graotorrado.com.br/ mostra só os endereços que começam exatamente com esse texto. O http sem s fica de fora. O www fica de fora. A loja fica de fora. Ela aceita mais métodos de verificação, como arquivo HTML na raiz ou meta tag na página inicial, além de DNS.

Essa precisão é útil quando a equipe do blog só deve ver o blog, ou quando você quer analisar uma seção como https://graotorrado.com.br/receitas/ separadamente.

Por que o dado de um recorte não explica o outro

Blog e loja atraem buscas diferentes. O blog aparece para "como fazer café coado" e a loja para "café especial em grãos 1kg". Somar tudo esconde a queda de um atrás do crescimento do outro. O mesmo vale para os erros de indexação: centenas de URLs de filtro da loja excluídas inflam o relatório e escondem o único post importante do blog que saiu do índice.

O contrário também acontece. A equipe verifica só o blog e passa meses otimizando sem saber que o domínio principal, que nunca foi adicionado, tem páginas duplicadas com e sem www competindo entre si. Quem não tem a propriedade certa trabalha no escuro.

Como configurar e ler as propriedades certas

  1. Crie a propriedade de domínio. No Search Console, escolha o tipo domínio e digite graotorrado.com.br, sem protocolo.
  2. Adicione o registro TXT no DNS. O Search Console mostra um valor como google-site-verification=... Cole no provedor do domínio como registro TXT na raiz.
  3. Confirme que o registro já responde antes de clicar em verificar. A propagação pode levar de minutos a horas.
  4. Crie propriedades de prefixo para as partes que têm dono diferente. Uma para o blog, outra para a loja, se equipes distintas cuidam de cada uma.
  5. Na propriedade de domínio, filtre por URL. No relatório de desempenho, adicione filtro de página com "URLs que contêm" e o host do blog.
  6. Revise usuários e permissões. Em configurações, veja quem é proprietário, quem tem acesso total e quem tem acesso restrito.

Conferindo o registro TXT pelo terminal

# Linux ou macOS
dig TXT graotorrado.com.br +short

# Windows (PowerShell ou cmd)
nslookup -type=TXT graotorrado.com.br

A saída deve conter a linha google-site-verification com o valor que o painel mostrou. Se aparecer um valor antigo ou nada, espere o tempo de cache do registro e confira se você editou a zona do provedor que realmente responde pelo domínio. O efeito do TTL nessa espera está explicado em DNS com TTL baixo na troca.

Lendo só o blog dentro da propriedade de domínio

Propriedade: graotorrado.com.br (domínio)
Filtro de página: URLs que contêm "blog.graotorrado.com.br"
Período: últimos 28 dias vs 28 dias anteriores

Total do domínio:   48.200 impressões (+18%)
Só o blog:           9.100 impressões (-12%)

O crescimento era da loja. O blog precisava de atenção, e o painel geral escondia isso. Como interpretar essas métricas sem tratar a posição média como nota está em Search Console não é placar.

Acesso: quem pode ver e quem pode mexer

O Search Console tem proprietários, usuários com acesso total e usuários com acesso restrito. Proprietário pode adicionar e remover pessoas e mudar configurações que afetam como o Google trata o site. Acesso restrito vê a maior parte dos dados, mas não altera nada.

Dê acesso restrito para quem só precisa ler, como uma agência que vai fazer relatório. Quando alguém sai da empresa, remova o usuário. Se a pessoa era proprietária verificada, remova também o token de verificação dela (o arquivo, a meta tag ou o registro DNS que ela criou); caso contrário, ela pode voltar a se verificar. Prefira verificar com um e-mail da empresa, não com a conta pessoal de quem configurou.

Erros comuns

  • Ler o total do domínio como se fosse um subdomínio. A queda de uma parte fica escondida atrás do crescimento de outra.
  • Verificar só o prefixo com www e esquecer a versão sem www. Metade dos sinais fica fora da análise, e problemas de canônica passam despercebidos.
  • Tentar verificar a propriedade de domínio por meta tag. Ela só aceita DNS; a pessoa perde tempo e conclui que o painel está com defeito.
  • Dar acesso de proprietário para todo mundo. Qualquer um pode remover usuários ou mudar configurações importantes.
  • Esquecer ex-funcionário e agência antiga com acesso. Gente fora da empresa continua vendo dados de negócio.
  • Apagar o registro TXT na limpeza do DNS. A verificação pode cair e a equipe perde acesso aos relatórios.

Checklist

  • Existe uma propriedade de domínio verificada por DNS para o domínio principal.
  • Cada parte com dono próprio tem uma propriedade de prefixo, se for preciso separar o acesso.
  • Relatórios de subdomínio usam filtro de página ou a propriedade de prefixo correspondente.
  • O registro TXT de verificação está documentado para não ser apagado por engano.
  • A lista de usuários tem só pessoas e empresas que ainda trabalham com o site.
  • Proprietários são contas da empresa, com pelo menos dois responsáveis.
  • Quem só lê relatório tem acesso restrito.

Uma conclusão de SEO só vale para o recorte de onde ela saiu. Abra o Search Console agora e responda olhando o topo da tela: a propriedade aberta é exatamente o host que você está editando, ou um conjunto maior que inclui outros sites?

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Referência: https://search.google.com/search-console?resource_id=sc-domain%3Aeconomizze.devbras.com